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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Poluição da China está a chegar aos Estados Unidos

Mäyjo, 28.09.14

Poluição da China está a chegar aos Estados Unidos

A poluição da China está a propagar-se em largas quantidades através do Oceano Pacífico, seguindo para os Estados Unidos, revela um novo estudo. Este efeito está a causar efeitos colaterais no ambiente e saúde dos norte-americanos.

 

Em alguns dias do ano, as chuvas ácidas provocadas pela queima de combustíveis fósseis na China podem ser responsáveis por até um quarto da poluição de sulfato no oeste dos Estados Unidos, aponta um estudo conduzido por uma equipa de investigadores norte-americanos e chineses, publicado pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.

 

Cidades como Los Angeles estão a experienciar um dia de smog extra por ano devido ao óxido de nitrogénio e monóxido de carbono produzido pela indústria exportadora da China, aponta o estudo.

 

Entre 17% a 36% dos vários poluentes atmosféricos da China, em 2006, provinham da produção de bens para exportação, refere o estudo, e um quinto desses bens estavam ligados às trocas comerciais entre a China e os Estados Unidos. Actualmente, um terço dos gases com efeito de estufa produzidos na China derivam das indústrias exportadoras.

 

Os países vizinhos da China, nomeadamente o Japão e a Coreia do Sul, têm sofrido regularmente de nuvens tóxicas provenientes da China nas últimas décadas, uma vez que as regulamentações ambientais foram sacrificadas em prol do crescimento económico e industrial.

 

Contudo, o novo estudo indica que muitos dos poluentes, incluindo o carbono negro – forma impura do carbono produzido durante a combustão incompleta de combustíveis fósseis, madeira e biomassa -, que contribui para as alterações climáticas e está relacionado com o cancro e doenças coronárias e pulmonares, consegue viajar grandes distâncias através das massas de ar conhecidas como “westerlies” (“ventos do oeste”).

 

A poluição transfronteiriça tem sido um assunto debatido nas negociações climáticas internacionais, nas quais a China tem argumentado que os países desenvolvidos devem responsabilizar-se por uma parte dos gases com efeito de estufa da China, já que estes são originados no fabrico dos produtos encomendados países ocidentais.

 

“A cooperação internacional para reduzir o transporte transfronteiriço de ar poluído deve enfrentar a questão de quem é responsável pelas emissões num determinado país durante a produção de bens que suportam o consumo num outro país”, refere o estudo que é citado pelo Guardian.

 

Foto:  somiz / Creative Commons

População mundial deverá atingir os 11 mil milhões em 2100

Mäyjo, 28.09.14

População mundial deverá atingir os 11 mil milhões em 2100

 

Estudos anteriores sugeriam que a população mundial deveria começar a diminuir a partir da segunda metade do século, mas o novo estudo vem contrariar esta hipótese e afirmar que existe 70% de probabilidade do número de pessoas a habitar o planeta subir dos actuais sete mil milhões para 11 mil milhões no desfecho do século. Tal hipótese representa sérios desafios a nível dos recursos alimentares, hídricos, cuidados médicos e coesão social.

 

“As projecções anteriores indicavam de que o problema iria desvanecer-se e as atenções foram desviadas da questão populacional”, afirma Adrian Raftery, investigador da Universidade de Washington, cita o Guardian. “Existe um forte argumento para a população voltar ao topo da agenda internacional. A população é o catalisador de tudo o resto e um rápido crescimento populacional pode exacerbar todos os tipos de desafios”, indica. A falta de cuidados de saúde, aumento da taxa de criminalidade, da pobreza e da poluição serão apenas alguns dos problemas actuais que serão exponenciados.

 

A região onde a população mais deverá crescer é na África subsariana, onde a população poderá crescer até 5 mil milhões em 2100. A queda nas taxas de fertilidade, que começou nos anos 1980, em muitos destes países deveria continuar, mas os dados mais recentes indicam o contrário. Em países como a Nigéria, o mais populoso do continente africano, a queda nas taxas de fertilidade foi já invertida, com a média das mulheres a terem seis filhos. A população da Nigéria deverá aumentar dos actuais 200 milhões para 900 milhões em 2100.

 

Outro factor incluído pela primeira vez no estudo foram os dados sobre o VIH e SIDA, que indicam que afinal a epidemia não está a matar tantas pessoas quanto se pensava, especialmente nos países africanos. “Há 20 anos o impacto na população era absolutamente gigantesco. Agora, a acessibilidade dos anti-retrovirais é muito maior e a epidemia parece ter ultrapassado o seu pico”, indica Adrian Raftery.

 

Foto: India Photography / Creative Commons

Desflorestação da Amazónia aumentou 29% em 2013

Mäyjo, 28.09.14

Desflorestação da Amazónia aumentou 29% em 2013

A destruição da maior floresta tropical mundial aumentou 29% no último ano. Os dados foram revelados pelo Governo brasileiro e confirmaram a aniquilação dos esforços de reflorestação vistos desde 2009.

 

Dados de satélite, recolhidos durante 12 meses até ao final de Julho de 2013, revelam que foram abatidos 5.891 quilómetros quadrados de floresta amazónica, uma área que corresponde, por exemplo, a metade do território de Porto Rico.

 

Travar a desflorestação é um importante passo para reduzir o aquecimento global, já que a desflorestação global é responsável por 15% das emissões anuais de gases com efeito de estufa. Particularmente, a Amazónia é uma grande absorvedora de dióxido de carbono, cerca de 16,5 mil milhões de toneladas do gás todos os anos, refere o Inhabitat. Adicionalmente, alberga uma biodiversidade de milhares de milhões de espécies, muitas delas endémicas, pouco estudadas ou ainda nem descobertas.

 

E quais são as causas para esta escalada da desflorestação amazónica? Os Estados do Pará e de Mato Grosso, onde está a acontecer uma grande expansão agrícola. Além da expansão agrícola, a exploração madeireira ilegal e a invasão de terrenos públicos perto de grandes projectos de infra-estruturas, como estradas ou centrais hidroeléctricas são outras das actividades que mais têm contribuído para a desflorestação.

 

Foto: **Ricardo Funari / Creative Commons